O esporte abre espaço para todos os biotipos. Pois, existem atletas altos, baixos, leves, pesados, jovens, velhos e todos tem que manter o corpo em dia de acordo com os esportes que praticam. No Brasil o futebol é um dos esportes que trabalha com essa variedade de biotipos, mesmo existindo o chamado ‘corpo ideal’ para a prática da atividade.
A começar pela altura, profissionais que trabalham no futebol dizem ter uma estatura considerada ‘mínima’ para entrar no meio profissional. De fato se formos analisar os clubes mais conhecidos dificilmente se encontra um jogador com menos de 1,65 m, os especialistas afirmam que se perde muita resistência abaixo disso, mesmo com treinos específicos. Já atletas acima de 1,90 m perdem muita mobilidade, e tratando do futebol moderno isso é algo muito prezado, visto que pelo menos teoricamente todos os jogadores participam dos momentos defensivos e ofensivos. Lembrando que existem exceções, como o venezuelano Soteldo que atua no Santos com seus 1,59 m, porém, muito vigor físico, resistência, velocidade e agilidade. No outro extremo tem o atacante norueguês Haland de 1,94 m, e que tem uma velocidade fora dos padrões para jogadores muito altos.
Para se atingir o nível dos atletas profissionais é necessário um esforço e muito tempo dedicado para seguir a risca uma alimentação e uma rotina diária de treinamentos de alta intensidade. Treinamentos esses que focam em uma combinação de força, explosão e resistência. Para manter o corpo ideal para a prática do futebol a alimentação é um dos fatores mais importantes, focada em carboidratos (pães, massas sem molho gordurosos, arroz, frutas), proteínas (carnes, ovos, leite e derivados, feijão), gorduras com um consumo moderado (manteiga, requeijão, óleos de canola, girassol), vitaminas e minerais (cenoura, tomate, alface) e água para manter a eficiência do organismo. Por isso vemos os atletas manterem essa forma física durante uma temporada inteira. Acontece muito de após as férias alguns jogadores se reapresentarem acima do peso, mas, graças a essa rotina de treinos e alimentação logo os atletas voltam a ter o corpo que faz com que tenham o melhor desempenho em campo, assim, podemos sim dizer que existe um padrão no corpo dos atletas de futebol, pois, todos conseguem manter o físico impecável e semelhantes aos demais. O que torna isso um padrão ideal para o esporte, mesmo com alguns jogadores fora desse padrão, por exemplo, o Ronaldo quando voltou ao Brasil para atuar no Corinthians muito acima do peso, e mostrando um futebol de alto nível, e voltou não por ser um projeto de um time vitorioso, voltou ao Brasil porque o Corinthians fez um projeto de marketing impressionante, o nome Ronaldo é forte, independente do que ele fosse fazer em campo, acabaram trazendo também o Roberto Carlos. Tivemos também o Adriano quando voltou ao Flamengo também acima do peso, e que teve uma média de quase 1 gol por jogo.
Então para os atletas de futebol, ter o corpo em boa forma acaba sendo consequência da alimentação e treinos, afinal não é qualquer um que consegue correr em média 11 quilômetros durante 90 minutos com cerca de 60 arrancadas por jogo. Cristian Ramirez, doutorado em Ciências do Esporte da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp afirma: “Se colocássemos um velocista para jogar na Copa, ele certamente não aguentaria as 60 arrancadas que teria que dar numa partida, que é a média de corridas que os jogadores de futebol dão nas partidas. Outra dificuldade do velocista seria a falta de habilidade com a bola e visão de jogo.” Isso só nos confirma que o padrão de forma física do futebol é muito específico por isso também vemos muitos jovens que gostariam de seguir carreira no futebol desistindo ou sendo dispensados enquanto estão nos juniores, por não terem ou não conseguirem atingir o biotipo que o esporte pede.
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Por Matheus Moura
